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INFORMATIVOS > Planejamento de Custo

VÍCIOS DE ANÁLISE DE ORÇAMENTO DE CUSTO DE OBRA

A correta interpretação dos números de um relatório de planejamento de custo de obra é fundamental para a medição do desempenho na realização dos custos.

Para cada tomada de preços, temos que saber extrair dos relatórios de planejamento de custo os valores previstos e estes tem que estarem formatados adequadamente para nos dar tais valores.

O relatório do orçamento nos apresenta os custos por serviços da obra. É a ótica adequada para, a partir da medição da obra e do custo de material e mão-de-obra das composições unitárias, chegarmos ao custo total dos serviços, itens e total da obra.

Na hora da realização das compras e contratações o processo é diferente.

Vamos apresentar, como exemplo, o processo de tomada de preços dos serviços de basalto para pavimentações externas.

A primeira tomada de preços que vamos realizar é a da compra do insumo material basalto, que dentro da composição unitária de custo chamamos de insumo principal de material. Ao analisarmos no relatório do orçamento o preço unitário de material do serviço basalto para pavimentação externa, nós não podemos incorrer no vício de lermos um valor de "serviço" e comparar com um valor de "insumo". Na composição unitária temos, alem do insumo principal basalto, os insumos complementares necessários para a realização do serviço basalto, os quais são as argamassas de assentamento e de rejunte do basalto. Não podemos esquecer, também, que a quebra do insumo basalto está sempre na quantidade deste insumo na composição unitária e não na quantidade do serviço, portanto, para o custo de 1 m2 do serviço basalto, vamos ter "1 + a quebra" do insumo principal basalto. Vemos que o custo unitário do serviço basalto é significativamente maior que o custo unitário do insumo basalto.

Na tomada de preços de mão-de-obra, ao lermos o preço unitário desta, não podemos incorrer no vício de acharmos que é o valor unitário do colocador de basalto, pois na composição de custo temos também o custo do servente, que dá apoio ao mesmo, no abastecimento da pedra basalto e das argamassas. O custo do servente, por sua vez, está integrando um centro de custo maior, que é o da mão-de-obra básica, objeto de um contrato com o empreiteiro geral ou sendo a mão-de-obra própria da construtora. Mesmo entrando na composição unitária e separando o custo destes dois tipos de mão-obra, ao compararmos a mão-de-obra unitária de colocação do basalto, não podemos esquecer que o processo de orçar serviços é, em vários casos, simplificado em relação ao processo de realização dos custos. Via de regra, o colocar de basalto cobra em separado, fora do m2, o custo da execução de arremates em ralos ou tampas e de corte nos limites das dependências. Este volume de custo adicional de mão-de-obra está representado na composição unitária por um valor a maior no custo do m2, estabelecido por uma média das incidências de tais.

Além destes vícios, que temos de evitar, outras dificuldades existem na leitura de valores adequados de previsão de realização de custo, se extraídos exclusivamente do relatório do orçamento.

Na tomada de preços dos insumos azulejos/cerâmicas para revestimentos internos, normalmente temos 3 ou 4 tipos diferentes destes insumos. Para cada tipo, temos uma quantidade orçada e sua quebra e uma quantidade medida para compra e sua quebra. Para cada fornecedor cotado, teremos uma ou mais opções de tipos para cada um orçado. Nos vemos diante de uma matriz de dados difícil de ser analisada via preço unitário de cada tipo. Objetivamente, interessa que o valor total da tomada de preços seja igual ou menor que o valor total destes insumos orçados. Excluir do relatório do orçamento os valores unitários e o valor total, demanda tempo de um profissional de orçamento ou do engenheiro da obra, sendo o ideal já termos este valor previamente calculado, não só para este caso mas para tantos outros que ocorrem no processo de tomada de preços para as compras e contratações.

A ecanto planejamento, dispõe de relatórios de planejamento de custo, que evitam a ocorrência de vícios e dificuldades na leitura de valores orçados, pois já estão formatados na linguagem das compras e contratações, aumentando a eficiência da análise de desempenho de custo e economizando tempo dos profissionais envolvidos no processo de execução da obra. A pré-formatação na linguagem das compras e contratações de todos os valores do orçamento da obra e o seu fechamento com o custo total do orçamento, evita erros de cálculos que normalmente podem ocorrer, se realizados separadamente, sem consistência de fechamento com o total e no contexto do andamento de múltiplos e diferenciados processos que envolvem a realização de uma obra.

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