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INFORMATIVOS > Planejamento de Custo

A EFICÁCIA DO CONTROLE BASEADA NA NATUREZA DOS CUSTOS

Tradicionalmente os sistemas de controle de custo são baseados na própria formatação do orçamento da obra. Isto decorre da intuição natural de se querer ver os custos realizados espelhados na forma do orçamento.

O questionamento que colocamos é se esta forma resulta em eficácia no processo de verificação dos custos, sendo um subsidio para se interferir na correção das distorções de custo realizado versus custo orçado, ou se, simplesmente, serve para ver se realizamos a maior ou a menor o custo de determinado serviço ou conjunto de serviços do orçamento.

O orçamento é um relatório por serviços. Cada serviço tem no orçamento um quantitativo, resultado de uma medição no projeto da obra. O custo unitário de cada serviço é calculado pela composição unitária, formada por insumos com seus quantitativos unitários para o serviço e seus preços, resultando o custo de material e de mão-de-obra unitários do serviço.

Nos sistemas tradicionais de controle de custo mede-se o desempenho do custo de um serviço ou conjunto de serviços. Estes estarão compostos por insumos de diferentes naturezas. Podemos estar realizando o custo dos azulejos para revestimentos internos abaixo do previsto e o custo do cimento cola bem acima do previsto e, na formatação do controle de custo por serviços, não estaremos identificando esta distorção, uma vez que o custo total do serviço ou conjunto de serviços estará equilibrado.

É notória a perda de eficácia nesta forma de controle de custo, pois um bom desempenho está sendo mascarado por um mau desempenho e vice-versa.

A importância da natureza dos insumos é fundamental para o controle de custo, pois está diretamente associada a esta o desempenho da realização dos custos. O desempenho resulta nos desvios dos seguintes parâmetros:

- quantitativos consumidos
- preços unitários realizados dos insumos

Se estivermos realizando um custo no preço unitário orçado o desvio se deverá ao quantitativo consumido e vice-versa. No momento em que misturamos insumos de naturezas diferentes, não temos como fazer esta avaliação.

Os fatores que vão gerar desvios nos quantitativos consumidos do insumo azulejos são diferentes daqueles do cimento cola. Pode se ter uma quebra exagerada no ato de corte dos azulejos ou uma incompatibilidade das medidas das paredes com as dimensões da peças de azulejos. Isto nada tem a ver com um desvio de consumo de cimento cola causado pela espessura a maior da camada deste no assentamento ou ao roubo deste da obra.

Da mesma forma os fatores que vão gerar desvios nos preços unitários realizados destes insumos são diferentes. Um preço unitário elevado de um azulejo pela escolha acima do padrão orçado não tem nada a ver com um preço elevado do cimento cola pela compra realizada num revendedor e não na fábrica ou um fracionamento exagerado da compra resultando em perda de barganha, impossibilidade de fornecimento pela fábrica e aumento do custo do frete.

Se o sistema de controle de custo não nos dá subsídios para detectarmos os tipos de vícios na realização dos custos e, principalmente, medirmos em moeda o valor resultante, não estaremos tendo eficácia no controle de custo, estaremos apenas medindo um valor de custo que ocorreu e o comparando com um valor orçado.

A ecanto planejamento, dispõe de relatórios de planejamento de custo, que se estendem além do tradicional orçamento, dispondo o custo orçado em uma formatação de acordo com a natureza dos insumos, em suas diferentes etapas de realização de custo na obra. Isto propicia aos clientes uma base de custo orçado para a sua contabilidade de custo da obra num elevado padrão de eficácia.

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